Mais Batatinha

Oscar da Penha, vulgo Batatinha, aposentou-se como gráfico. Aos quinze anos iniciara na labuta em jornais – mesma idade em que iniciou-se no mundo das composições de samba. Sambista baiano, não era Dorival Caymmi. Ficou mais ou menos à sombra, não tanto deste, mas talvez da própria Bahia. No imaginário, a Bahia remete a outras coisas: quem pensa em samba procura mais embaixo no mapa.

Esta é uma meia-verdade: São Paulo já mostrou que há muita vida inteligente no samba feito fora do Rio, Meca inegável. O Bom Partido, aqui em Floripa, gravou um disco que é verdadeira saraivada de pérolas. O próprio Zininho tem obras boas. Mais abaixo, temos Lupicínio e Túlio Piva,  do qual ouvi falar e tenho que conhecer mais.

Na Bahia de Batatinha, temos ele, Riachão, Panela, Codó. Não são sambistas strictu sensu, evidentemente trazem referências de seu lugar de origem, o que só torna a coisa mais interessante. Batatinha, por exemplo, introduziu os ritmos da capoeira na canção, operação consagrada com os afrosambas de Vinícius e Baden. Mas a idéia ocorreu ao perspicaz Oscar da Penha cerca de 10 anos antes, em meados dos anos 50. Além disso, inaugurou uma apetitosa senda na música: “o samba-receita”, com a canção “O Vatapá”, que depois mostrou-se fertilíssima.

Batata é como Nelson Cavaquinho: voz esquisita, temas melancólicos e repletos de acidez, uma pitada de indignação. E muita inventividade. Ao mesmo tempo, estudou música nos anos 40 lá em Santo Amaro da Purificação. No entanto, preferia a indefectível caixinha de fósforos, instrumento aparentemente simples praticado por verdadeiros mestres como Bezerra da Silva e Elton Medeiros. Na capa de um de seus poucos discos, o “Batatinha & Cia. Ilimitada”, de 1969, ele posa numa bela foto em preto e branco, segurando uma caixinha de fósforos com certo ar de desafio e desdém, a cabeça tomada pelos cabelos crespos precocemente grisalhos.

Já Riachão é mais animado, mais picante. Codó aproxima-se do erudito, seu violão foi inspirado por Jacó e Noel, e inspirou Rosinha de Valença. De qualquer forma, o samba da Bahia promete.

Por fim, vale uma pequena digressão: a melancolia de Batata teria a ver com sua convivência com  Antonio Maria, o rei da fossa, na Salvador do final da década de 40? Maria dirigira-se para lá para capitanear a Rádio Sociedade da Bahia, da qual Batatinha participava interpretando canções de Vassourinha, cantor paulista, no programa de auditório “Campeonato de Sambas”.

Mostrou para Maria algumas obras suas. Ele gostou, foi com a lata do promissor rapaz. Mas não gostou do apelido que ele carregava: Vassourinha. Vassourinha já havia um, este nome artístico não o levaria a lugar algum. Sugeriu que trocasse para “Batatinha”, que na gíria da época significava “boa gente”. Pegou, e dele podemos assim falar hoje. As histórias  de apelidos no mundo do samba são muitas. Paulinho da Viola – que Batatinha reverencia belamente em “Ministério do Samba” – agradece até hoje o bom gosto de Zé Kéti ao renomeá-lo com a alcunha pela qual até hoje conhecemos o filho do César Faria…

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Saquinho de Jornal: onde você põe o seu lixo?

A grande justificativa das pessoas que dizem que “precisam” de sacolinhas plásticas é a embalagem do lixo. Tudo bem, não dá mesmo pra não colocar lixo em saco plástico, mas  “Sacos de lixo Biodegradáveis” que são feitos com materiais orgânicos e de fibras vegetais levam bem menos tempo para se degradarem no solo assim causando menos impacto na Natureza.

Além disso será que não dá pra diminuir a quantidade de plástico no lixo?

Melhor do que encher diversos saquinhos plásticos ao longo de uma semana é usar um único saco plástico dentro de uma lixeira grande na área de serviço, por exemplo, e ir enchendo-o por alguns dias com os pequenos lixinhos da casa (da pia, do banheiro, do escritório). Se o lixo é limpo, como de escritório (papel de fax, pedaços de durex, etc.), pode ir direto para a lixeira sem proteção. No caso dos lixinhos da pia e do banheiro o melhor substituto da sacolinha é o saquinho de jornal. Ele mantém a lixeira limpa, facilita na hora de retirar o lixo e é facílimo de fazer. Leva 20 segundos. A idéia veio do origami, que ensina essa dobradura como um copo. Em tamanho aumentado, feito de folhas de jornal, o copo cabe perfeitamente na maioria dos lixinhos de pia e banheiro que existem por aí. Veja:

Você pode usar uma, duas ou até três folhas de jornal juntas, para que o saquinho fique mais resistente. Tudo no origami começa com um quadrado, então faça uma dobra para marcar, no sentido vertical, a metade da página da direita e dobre a beirada dessa página para dentro até a marca. Você terá dobrado uma aba equivalente a um quarto da página da direita, e assim terá um quadrado.
saco jornal 1.jpg
Dobre a ponta inferior direita sobre a ponta superior esquerda, formando um triângulo, e mantenha sua base para baixo.
saco jornal 2.jpg
Dobre a ponta inferior direita do triângulo até a lateral esquerda.
saco jornal 3.jpg
Vire a dobradura “de barriga para baixo”, escondendo a aba que você acabou de dobrar.
saco jornal 4.jpg
Novamente dobre a ponta da direita até a lateral esquerda, e você terá a seguinte figura:

saco jornal 5.jpg

Para fazer a boca do saquinho, pegue uma parte da ponta de cima do jornal e enfie para dentro da aba que você dobrou por último, fazendo-a desaparecer lá dentro.
saco jornal 6.jpg
Sobrará a ponta de cima que deve ser enfiada dentro da aba do outro lado, então vire a dobradura para o outro lado e repita a operação.
saco jornal 7.jpg
Se tudo deu certo, essa é a cara final da dobradura:
saco jornal 8.jpg
Abrindo a parte de cima, eis o saquinho!
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Oficina de Roteiro para Rádio – Hoje

Hoje, dia 28 de agosto, acontece a 2a oficina de Roteiro para Rádio, com a jornalista Elaine Tavares. Será nos estúdios da Rádio Campeche, às 4 da tarde.

A primeira oficina aconteceu na quinta-feira e foi muito legal!

Não perca:

OFICINA DE ROTEIRO – SÁBADO -16 HORAS

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Cineclube – Armação, próximas sessões

21 e 28

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Movimento Passe Livre Floripa Convida

 
Neste sábado, 28 de agosto, a partir das três da tarde o
MPL de Florianópolis irá seu reunir para retomar, debater
e planejar novas políticas para o transporte coletivo e
mobilidade urbana em geral. Como muitos de vocês já devem
saber, nós queremos pensar em políticas públicas que viabilizem
 a destarifação do transporte público, a municipalização do
transporte, aquele pacote todo que apelidamos carinhosamente
de Tarifa Zero. Construir uma estratégia para chegarmos
lá é uma das tarefas desta reunião.
Mas compreendemos que a luta não é somente contra a tarifa,
contra essa concepção de transporte coletivo, que concede a
empresas privada o direito explorar este serviço público.
Precisaremos desconstruir  toda uma mentalidade individualista,
que nos leva, por exemplo, a comprar um carro para resolvermos
nossos problemas de mobilidade e criarmos problemas ainda maiores
para cidade. Precisamos encontrar em coletivo soluções para problemas
comuns. É por isso que acreditamos que é importante nos organizarmos
e lutarmos juntos pela cidade, para que fazer política não fique limitado
ao nosso voto a cada dois anos. Afinal quem faz a cidade somos nós, as
pessoas que vivem nela.
 Na luta pelo direito a cidade, precisamos buscar e até inventar novas
 formas de apropriação do espaço urbano, para que nossa mobilidade não
se limite a ir para algum lugar trabalhar ou consumir.  É por isso que
todas as idéias, experiências, movimentos sociais, grupos e pessoas que
 querem contribuir nessa luta serão mais do que bem vindos nesta reunião.
Vamos juntos encontrar novos caminhos para a cidade!
 Quando: 28 de agosto, sábado. A partir das 15h.
 Onde: DCE da UFSC (ao lado do restaurante universitário)
 Mais informações: mplfloripa.blogspot.com
contato: 91323225
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Bate-papo sobre Arte, Comunicação e Política

Nesta sexta, a partir das 18h30, acontecerá uma troca de experiências sobre “Arte, Comunicação e Política”, envolvendo relatos de gente que está envolvida nesta área já há algum tempo. Os convidados trarão reflexões a partir da prática, vinculada a tentativa de buscar outras formas de realizar a crítica à sociedade.

Os convidados a trazerem suas experiências são:

- Sindicato dos Eletricitários de Florianópolis (Sinergia), que relatará a Ação Cultural que realiza há quase duas décadas com sua base de trabalhadores;

- Rui Fernando, participante das mobilizações contrárias ao despejo dos agricultores tradicionais de Imbituba, que correram o mundo inteiro nos projetos “Imbituba Urgente”, “Sul em Movimento” e “Agência É Novas”;

- Victor Khaled, do projeto PassaPalavra;

- Fernando Evangelista e Juliana Kroeger, realizadores do documentário “Impasse”, sobre a situação do transporte público em Florinópolis e as resistências às suas condições.

O encontro acontecerá na sexta-feira, dia 27 de agosto, ás 18h30, no auditório do CED-UFSC.

Transmissão ao vivo no passapalavra.info

Organização: coletivo Babilônia Filmes.

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Dica de Leitura do Coisarada!

livro

A ONG Terra de Direitos lançou o livro Empresas Transnacionais no Banco dos Réus: Violações de Direitos Humanos e Possibilidades de Reparação. A publicação teve o apoio da Fundação Rosa Luxemburgo. O objetivo é expor os principais prejuízos causados pelas transnacionais e servir de ferramenta para que movimentos sociais e advogados possam analisar as possibilidades de entrar com processos e denúncias contra essas empresas. O livro possui linguagem acessível e examina mecanismos de defesa dos Direitos Humanos, como a ONU e a OIT.


O livro pode ser baixado livremente pela internet no link:

http://terradedireitos.org.br/biblioteca/terra-de-direitos-lanca-livro-sobre-violacoes-de-direitos-humanos-cometidas-por-transnacionais/

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Programação CineClube Armação

Cidadão Jatobá

Sinopse: Um grupo de índios jovens de diferentes etnias do Parque Nacional do Xingu aprende a construir a tradicional canoa feita da casca do jatobá. Devido às limitações do parque, esse tipo de canoa de rápido feitio, que servia principalmente para a exploração das redondezas, deixou de ser usada e só os mais velhos da aldeia ainda sabem construí-la.

Direção: Maria Luiza Aboim

Duração: 14′

Cidade: Alto Xingu

Ano: 1987

Gênero: Documentário

Classificação: Livre

No Rio das Amazonas

Sinopse: Uma viagem pela Amazônia, de Belém a Manaus. O filme tem a participação do naturalista Paulo Vanzolini e trata particularmente da ecologia da região, com ênfase no modo de vida das populações ribeirinhas do Baixo Amazonas.

Direção: Ricardo Dias

Duração: 76′

Cidade: São Paulo

Ano: 1995

Gênero: Documentário

Classificação: Livre

Dia 21 de Agosto

Hora: 20:00

Local: E.B.M. Dilma Lúcia dos Santos

Entrada Franca!

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Rádio Campeche recomenda!

ginga1

ginga2

www.gingadomane.com.br

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Aniversário da BILICA

Sábado, dia 14, aconteceu o Aniversário da Biblioteca Livre do Campeche – BILICA. Muitas pessoas compareceram e puderam apreciar o Coral da TOCA, ouvir as histórias da Felícia e se surpreender com as mágicas do Eduardo. E no final, parabéns e muito bolo!

Se você não foi… pode conferir o video:

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